Fotorreportagens

           Encantar-se com o pôr-do-sol, quando no horizonte tudo fica como se fosse uma aquarela de colorido avermelhado, parece um sentimento universal. Um “prato cheio” para os apaixonados pela fotografia, assim como Eu.

          Entretanto, nas duas horas que fiquei à margem direita do Rio Tocantins, na sua parte urbana na cidade de Imperatriz do Estado do Maranhão, observei o sol mudando de cor, na medida em que uma nuvem de fumaça se avolumava no horizonte e ia tomando conta do ambiente.

          “O Rio Tocantins (Bico de Papagaio em dialeto Tupi) é um rio brasileiro que  nasce no estado de Goiás, passando logo após pelos estados do Tocantins, Maranhão e Pará, até chegar na foz do Rio Amazonas, aonde este desemboca as suas águas.

           Após a união dos rios Maranhão e Paranã entre os municípios de Paranã e São Salvador do Tocantins (ambos localizados no estado do Tocantins), o rio passa a ser chamado definitivamente de Rio Tocantins. Durante a época das cheias, seu trecho navegável é de aproximadamente 2000 km, entre as cidades de BelémPA e LajeadoTO.

          O Rio Tocantins é o segundo maior rio totalmente brasileiro (perde apenas para o Rio São Francisco), e também pode ser chamado de Tocantins-Araguaia, após juntar-se ao Rio Araguaia na região do “Bico do Papagaio”, que fica localizada entre o Tocantins, o Maranhão e o Pará. É no vale do médio e baixo Rio Tocantins que se encontrava a maior concentração de castanheiras da Amazônia.”

          http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Tocantins

          A sequência de fotografias que fiz entre 16:30 às 18:20 horas do dia 28 de setembro de 2011 sem edição nas cores e textura, mostram um ambiente esmaecido.

           As roupas das pessoas, a pintura dos barcos, a vegetação remanescente e o lixo  possibilitam ver que não são fotografias em preto e branco.

 

          Poder-se-ia dizer que a cor acinzentada ocorre quando fotografamos à contra-luz do sol. Ainda assim, Olhar estas imagens é um bom exercício crítico de análise ambiental e de reflexão sobre o que vem ocorrendo com os nossos habitats.

          … e na medida em que se avoluma, a fumaça vai modificando as cores dos raios do Sol refletidos sobre a Água.

 

          Alheios ao fogo, Os Viajantes ribeirinhos acenam, demonstrando alegria por serem fotografados.

Alheios, Os Navegantes continuam seus afazeres. 

Breves espaços de tempo separam o ir e o vir de cada embarcação.

 

 

 Parece-me que a metáfora da “Rã Cozida” ilustra bem o momento que vivemos. Estamos nos acostumando e reproduzindo a concepção de “progresso” e de “desenvolvimento” que ouvimos desde a infância, e assim vamos nos tornamos cada vez mais,  alheios. http://www.youtube.com/watch?v=xp97IcRSYpg

          E por estarmos assim, alheios, não admitimos que a degradação e o acelerado esgotamento dos recursos naturais são fatos que precisam ser coibidos no presente momento.

          O limite considerado suportável já chegou; porque já é o nosso presente.  Exemplos não nos faltam. A nossa insensibilidade ao fogo, à morte de animais e de plantas, às guerras, ao uso indiscriminado de veneno para produção de alimentos e à escassez d´água são exemplo disto. Uma lista interminável.

          Abrindo os Olhos de nossa Consciência, veremos que a concepção de progresso e de desenvolvimento, que aceitamos e praticamos, reduz dramaticamente os recursos naturais ainda existentes e necessários à vida de todos os Seres Vivos equanimente.

    Já era noite quando me sentei numa barraquinha à beira do Tocantins para comer um milho cozido. Foi quando vi um painel anunciando as horas e a temperatura ambiente.

                                           

  Afinal, o que temos a ver com isso?

   http://www.youtube.com/watch?v=u5si8rOK31Y

 

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10 respostas para Fotorreportagens

  1. GERLICENUNES disse:

    Nossa é de arrepiar, lindo de mais! Parabéns pela matéria, só uma alma nobre como a sua é capaz de perceber coisas tão magicas como essas. Beijos

  2. Irlene Teixeira disse:

    “Parece-me que a metáfora da Rã Cozida ilustra bem o momento que vivemos. Estamos nos acostumando e reproduzindo a concepção de “progresso” e de “desenvolvimento” que ouvimos desde a infância, e assim vamos nos tornamos cada vez mais, alheios. E por estarmos assim, não admitimos que a degradação e o acelerado esgotamento dos recursos naturais são fatos que precisam ser coibidos no presente momento”

    FALAR O QUE MAIS? EIS AÍ O SEU GRITO,O SEU CHAMAMENTO, A SUA LUTA.

    Sem dúvidas! Alheios às mortandades dos animais, da vegetação e da Água.
    O homem destruindo seu próprio habitat natural. A escassez de Amor e respeito à vida.

    Encantada com a BELEZA , o brilho, as cores e texturas de suas fotografias.Parabéns!
    Texto com relatos c total clareza e fácil compreensão. Viajei, vi e senti seus ENSAIOS.

    Um olhar de admiração para você.

    Irlene

  3. Ufa!
    Obrigada Gerlice.
    Penso que não tenho uma alma tão nobre assim como diz; Sou apenas uma aprendiz.
    Grande abraço, TerezinhaSouto.

  4. lindo de mais amiga Terezinha!!! parabens por estas hermosas imágenes!!! me encantan los barcos y el agua!!! salud!!
    tweet this!!

  5. Cara Irlene,

    és um Ser Humano sensível. Com certeza, se estivesse por aqui, gritaria junto.
    Obrigada pela amável visita. Abraços.

    TerezinhaSouto

  6. Caro Júlio,

    Obrigada pelas amáveis palavras. A paisagem ribeirinha é mesmo encantadora.
    Abraços, Terezinha Souto.

  7. Teresa Santos disse:

    Gostei deste artigo! Bem escrito, com fotos lindas e com a oferta de uma música que aprecio.
    O rio tem pontos muito bonito mas é triste constatar que a par da beleza existe a destruição provocada pelos Homens e pela sua inconsciência.
    Continuo acreditar que o Homem vai mudar, quanto mais não seja pela necessidade urgente de o fazer!!!

  8. Teresa,
    Boa tarde!

    Agradeço-te muitisismo por sua visita e comentário.
    Tens razão: é um belo rio, com conflitos de usos, que mereceria intervenção institucional em razão do valor imaterial que Ele tem.
    Sua crença de que o Homem vai mudar é um alento. Faço coro a ela.
    Mais uma vez, obrigada. Abraços e um bom fim-de-semana.

  9. Marcos xizz disse:

    Parabéns Teresinha, gostaria de ver mais trabalhos fotográficos seus com o ambiente e natureza de Caçarema, gosto muito de lá, lugar muito bonito, melhor ainda quando seus trabalhos juntam sertão, poesia e Rubem Alves.

  10. Marcos,
    Obrigada pela amável visita e comentário.
    Espero retornar a Caçarema brevemente, fazer mais fotos para divulgar nossa querida Terrinha.

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