Esporte: lazer e confraternização!

 A emoção de tocar o boi desgarrado da boiada parece mover o imaginário de crianças, adolescentes, cavaleiros e amazonas neste esporte que se pretende familiar, não violento e de pura adrenalina: o Team Penning.

Carregar o feno, o banho dos animais, ajeitar o som, microfones, organizar a lista dos competidores, são algumas das tarefas para este encontro de apaixonados por Cavalos.

Carregando fotoMeninas adolescentes como seus cabelos ao vento, crianças acalentando o sonho de um homem vaqueiro, amantes do esporte e os vaqueiros já experientes somam um pequena multidão de mais de 500 competidores, divididos em grupos homogêneos ou mistos, de homens, de mulheres e homens, de homens e crianças, para conduzir o boi marcado com o número sorteado dentro do curral. Ganha o Trio que conseguir colocar os três animais dentro do curral no menor tempo possível.

Aos poucos, os participantes do segundo dia vão chegando com seus animais para viver a grande emoção, enquanto muitos já se encontravam instalados em barracas na vasta área de camping no entorno do ambiente da competição. Um restaurante improvisado atende aos que têm sede e fome.

Os participantes se aglomeram ao redor do empresário Umberto Costa proprietário da fazenda onde acontece o evento, para a inscrição.

Zé de Caçarema improvisa o churrasco e logo é cercado por pessoas atraídas pelo cheiro da carne assada que vai tomando conta do ar.

Aos pouquinhos vou conhecendo o lugar, pessoas, procurando entender um pouco deste esporte, que não encontrei tradução na nossa  língua portuguesa: Team Penning.

Para Fernando Silva vaqueiro, 22 anos o evento “é pura emoção. Quero viver disso, sou um bom peão. Ganha-se bem.” Marcos Silva amigo de Fernando, trabalhador rural me disse que aproveita o evento para “curtir” e de vez em quando eu participo.”

Numa rede armada entre caminhões, Toninho do Haras Disparo ao comentar o evento diz que “é bom demais. Qualquer pessoa que começa a mexer com cavalos se adapta melhor com a família e com os negócios. A gente aprende a ser mais educado com a família, porque aprende com o animal. O Cavalo me ensinou ser mais tolerante, educado e humano”.

Ricardo do Haras 3R concorda com Toninho e diz que “O cavalo tem uma adaptação com o humano. Um cavalo sabe o que é bom para ele e a gente aprende observando o animal.”

Airton me disse que é um competidor há seis anos. Para Ele, “é emocionante. É um hobby que virou esporte. Viajo o Brasil só competindo. É um esporte familiar, reúne os amigos e não maltrata os animais. É um hobby caro. Gasta-se cerca de 600 reais  por mês para manter a baia e a alimentação de um único animal.”

Gilson Ruas competidor a quatro anos se orgulha dizendo que está ali com a mulher e as duas filhas. “É um esporte bom, uma emoção boa, pura adrenalina.

Lourival Junior pecuarista, diz que além de gostar do esporte, se diverte e negocia animais. Na sua opinião, “o Poder Público deveria incentivar o esporte, pois além de garantir o lazer, é um meio de renda do pequeno e médio produtor.”

Ao contrário da maioria, G Figueiredo diz que sempre vai sozinho “fui criado na roça e gosto de ver a experiência dos vaqueiros com a lida com os animais, aprendo a praticar o esporte com eles. Venho sozinho, minha família não gosta. Ando sempre sozinho.” Ao contrário, Dermeval JD é competidor veterano diz contar sempre com o apoio da família.

Os participantes em categorias profissional e amador disputam o prêmio pago pelos organizadores do evento Umberto e Alice Costa na Fazenda Maiada Real, Município de Capitão Enéas/MG.

Impossível entrevistar a todos, principalmente os Vaqueiros profissionais, que se mantinham ocupados com os cuidados com os animais.

Pude observar que é mesmo um esporte emocionante, mas caro, exige cuidados com os animais, transporte adequado para os locais da competição, vestimentas adequadas para proteger o corpo em eventuais acidentes.

          Finalmente, a plateia se ajeita para assistir ao espetáculo.

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Aqui Onde Eu Moro por Terezinha Souto.

Outono 2013.

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