Autômatos

É preciso chuva para poder florir”

Aqui Onde Eu Moro

por Terezinha Souto

Não me canso de admitir o quão a fotografia exerce um fascínio sobre mim.  Sei muito pouco sobre este instrumento de expressão e de comunicação. No entanto, percebo  que através da fotografia posso fazer coisas que muitas pessoas achariam estranho se Eu não estivesse com uma câmera fotográfica nas mãos. Com certeza me atribuiriam outros adjetivos acrescentando aos que já me impuzeram por Eu querer viver num mundo ecologicamente equilibrado.

Neste contexto não pude conter minha admiração ao ver uma árvore de grande porte com cerca de 12 metros de altura entre muros  ao lado de um hipermercado no centro da cidade de Montes Claros, aqui no Norte de Minas Gerais, florida. Tentei descobrir seu nome, sua idade e se seus frutos são comestíveis, mas não tive sucesso.

Eram belíssimas as suas flores, que proporcionavam um banquete para as abelhas. Voltei no outro dia ao local só para fotografa-las. Enquanto isso, observava as pessoas passando, por vezes cabisbaixas, sem perceber a beleza que se expressava alguns metros acima do seu campo de visão. Bastava arriscar uma olhadinha para o céu azul e ver no entremeio com a Terra, a Vida acontecendo ali, gestada pela nossa Mâe Natureza em plena selva urbana. 

Automátos. Estamos quase todos automátos a espera de milagres para que chova, para germinação das sementes em solos em crescente esterelização pela ação do fogo, da monocultura, agrotóxicos e nudez.

Milagres para que os nossos representantes não se apropriem da riqueza coletiva e nem usem do poder para favorecimento e promoção pessoal. Milagres que modifiquem a nossa vida  livrando-nos de “todos os males” como numa mágica, amém.

Para isso, cantamos louvores, fazemos novenas e promessas sem nos dar conta que alimentamos a corrupção, a competição, as guerras e tantas outras coisas das quais nos queixamos automaticamente, ao mesmo tempo em que não abrimos mão do mesmo status de antes, ou seja sentados na confortável poltrona da omissão.  Ulala!

Torço que o dono do terreno seja um excêntrico ambientalista e jamais pense cortá-la sob o pretexto do seu direito de propriedade.

** Por questão técnica não foi possível a postagem das fotografias para ilustração do texto. Todos os direitos reservados. Seja legal, não subtraia o trabalho alheio. Respeito o direito de autoria. Se for reproduzir, por gentileza, Cite a fonte e a Autoria.

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